Como fazer marketing jurídico sem violar a OAB em 2026
Saiba o que pode e o que não pode no marketing digital para advogados conforme as regras do Código de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil
CÓDIGO DE ÉTICA DA OABGUIA COMPLETO
Roberta Lovato, advogada e analista de comunicação jurídica
2/4/20264 min read


O marketing digital para advogados é o ponto de partida para quem deseja se posicionar, ganhar visibilidade e construir autoridade na advocacia em 2026.
No entanto, junto a necessidade de se destacar, existem as dúvidas clássicas: como fazer marketing jurídico sem violar a OAB? Até onde o advogado pode ir na divulgação do seu trabalho? Advogado pode ostentar nas redes sociais?
Esses questionamentos são legítimos (e importantes), afinal, o marketing digital na advocacia precisa respeitar a ética, sob pena de comprometer a credibilidade do profissional. Por isso, entender o que a OAB permite no marketing jurídico é o que vem antes de qualquer estratégia.
Neste guia, você vai entender como aplicar o marketing para advogados de forma estratégica, ética e alinhada às normas da OAB, evitando excessos e riscos desnecessários.
Siga a leitura!
O que a OAB diz sobre marketing jurídico?
O uso do marketing digital para advogados é permitido no Brasil. Entretanto, ele deve seguir rigorosamente o Código de Ética e Disciplina da OAB e o Provimento nº 205/2021.
Atualmente, a Ordem dos Advogados do Brasil acompanha com atenção o crescimento da publicidade jurídica nas redes sociais. Inclusive, haverá atualizações nas diretrizes para coibir práticas abusivas, especialmente aquelas relacionadas à ostentação e à captação predatória de clientela.
Mas independente das regras que virão, é preciso ter em mente que a publicidade jurídica deve ter caráter informativo, nunca mercantilista. Ou seja, o advogado pode informar, educar e orientar, mas nunca prometer resultados nem vender serviços de maneira agressiva.
Por isso, compreender o que pode e o que não pode no marketing jurídico deixou de ser opcional e passou a ser uma obrigação de todos os advogados, afinal, para ranquear é preciso estar na internet.
Advogado pode ostentar nas redes sociais?
A OAB não proíbe o advogado de ter uma vida confortável ou de compartilhar momentos pessoais. Contudo, associar ostentação diretamente ao exercício da advocacia é visto com extrema restrição.
Veja que publicações que exibem bens materiais, viagens luxuosas ou um estilo de vida extravagante com a mensagem implícita de que tudo foi conquistado graças à advocacia podem ser interpretadas como:
Publicidade inadequada
Captação indevida de clientela
Desvalorização da dignidade da profissão
Portanto, o advogado pode se posicionar, mas não pode vincular ostentação ao exercício profissional.
É preciso ter atenção.
No marketing jurídico para advogados, a autoridade deve vir do conhecimento, da experiência e da reputação, não da exibição de riqueza.
O que a OAB permite no marketing jurídico?
Agora que já falamos sobre os limites, é hora de esclarecer o que a OAB permite no marketing jurídico, de forma objetiva e organizada.
Produção de conteúdo informativo
A OAB autoriza a criação e divulgação de conteúdos como:
Artigos jurídicos
Posts educativos
Vídeos explicativos
Palestras e lives
Desde que o conteúdo tenha caráter informativo, educativo ou institucional, o marketing digital para advogados cumpre sua função de gerar valor ao público.
Dica: Neste sentido, a colaboração com veículos de imprensa acaba por ser uma estratégia segura, dado que os veículos de mídia aceitam e publicam somente conteúdos com viés e formato jornalístico.
Além disso, essa exposição na imprensa é uma prova social forte e muito bem vista por potenciais clientes.
Presença nas redes sociais
O advogado pode, sim, estar presente no Instagram, LinkedIn, YouTube e outras plataformas. O marketing digital na advocacia inclui a construção de uma imagem profissional consistente, desde que respeitadas as normas éticas.
Uso de mídia paga
A OAB permite impulsionamento de conteúdo. No entanto, esses anúncios não podem oferecer serviços jurídicos nem conter linguagem persuasiva ou mercantilista.
Lives e eventos online
Transmissões ao vivo são permitidas, desde que mantenham o tom informativo e respeitem o Código de Ética.
Automação e chatbots
O uso de chatbots e formulários para triagem inicial de contatos também é permitido, desde que não haja promessa de resultado ou abordagem agressiva.
O que não pode no marketing jurídico?
Atenção redobrada!
Veja abaixo que não é permitido:
Promoções e ofertas
É proibido:
Sorteios
Descontos
Brindes
Promessas de ganho financeiro
Divulgação de clientes
O advogado não pode divulgar nomes ou logotipos de clientes como forma de autopromoção.
Conteúdo sensacionalista
Vídeos chamativos, apelativos ou com tom exageradamente emocional são vedados.
Disparos em massa
O envio de mensagens em massa (mala direta) sem autorização da OAB é proibido.
Conteúdo patrocinado em veículos jornalísticos
Publieditoriais pagos para autopromoção também não são permitidos. Contudo, como já ressaltamos, a colaboração de forma gratuita é livre e acaba por ser estratégica.
Humor que desvalorize a profissão
Memes ou conteúdos que banalizem ou ridicularizem a advocacia violam as normas éticas.
Como fazer marketing jurídico sem violar a OAB?
De um modo geral, a resposta está na estratégia!
Primeiramente, o foco deve estar sempre na educação do público. Em segundo lugar, é fundamental alinhar comunicação, imagem e conteúdo aos valores da advocacia.
Além disso, contar com uma agência de marketing jurídico especializada faz toda a diferença. Profissionais que conhecem as normas da OAB conseguem estruturar estratégias mais focadas, seguras e alinhadas à ética profissional.
Conclusão
O marketing digital para advogados é uma ferramenta poderosa quando utilizado com estratégia, responsabilidade e conhecimento das regras. Ao longo deste guia, ficou claro que é possível crescer, se posicionar e atrair clientes sem ultrapassar os limites.
Embora a dúvida sobre se advogado pode ostentar nas redes sociais seja comum, a melhor escolha sempre será investir em autoridade técnica, conteúdo de valor e reputação profissional.
Portanto, ao aplicar corretamente o marketing jurídico para advogados, respeitando o que a OAB permite no marketing jurídico, o profissional fortalece sua imagem e evita erros (e riscos) ao divulgar sua profissão.
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