Guia de assessoria de imprensa para o advogado eleitoral

Veja como a imprensa pode fortalecer a autoridade do advogado especializado em Direito Eleitoral com conteúdo informativo e dentro das regras da OAB

RELAÇÕES PÚBLICASASSESSORIA DE IMPRENSAGUIA COMPLETO

Amanda de Sordi, jornalista e coordenadora da Gandini Comunicação Jurídica

8/20/20267 min read

Foto de urna eletrônica
Foto de urna eletrônica

Durante o período eleitoral, uma decisão da Justiça, uma denúncia ou uma controvérsia de campanha pode dominar o noticiário em poucas horas. Propaganda eleitoral, inelegibilidade, fake news, pesquisas, inteligência artificial e crimes eleitorais estão entre os temas que exigem explicações jurídicas para um público muito maior do que aquele que acompanha o Direito no dia a dia.

Nesse momento, jornalistas procuram advogados especializados em Direito Eleitoral que consigam explicar o que a legislação prevê e quais efeitos uma decisão ou conduta pode produzir.

Uma entrevista em um telejornal, uma análise publicada em um portal ou um artigo assinado coloca o conhecimento do profissional diante de leitores e espectadores que talvez ainda não conheçam seu trabalho.

A assessoria de imprensa faz essa aproximação entre advogados e as redações. O trabalho envolve acompanhar o noticiário, identificar assuntos compatíveis com a especialidade do profissional e apresentá-lo aos jornalistas como uma possível fonte, sempre respeitando o caráter informativo exigido pelas normas da OAB.

Continue lendo e entenda melhor no noo guia completo.

Quais são os benefícios de aparecer na imprensa?


Participar de reportagens, entrevistas e artigos pode fortalecer a reputação do advogado porque seu conhecimento aparece em um conteúdo produzido por um veículo independente. Esse é um dos principais diferenciais da assessoria de imprensa em relação à publicidade.

O advogado não compra o espaço editorial nem controla o conteúdo final. Cabe ao jornalista escolher quais especialistas serão ouvidos e quais informações entrarão na matéria.

Quando um profissional é selecionado para explicar uma regra, interpretar uma decisão ou analisar as consequências jurídicas de um acontecimento, existe uma validação externa de sua experiência naquela área.

A imprensa também permite alcançar pessoas que dificilmente chegariam aos canais próprios do escritório. Uma entrevista em uma emissora de televisão, por exemplo, pode apresentar o advogado a milhares de espectadores em uma única participação.

Já uma reportagem publicada por um portal ou jornal permanece disponível para buscas e pode continuar sendo encontrada depois que o fato saiu do noticiário.

Essas participações ainda podem ser incorporadas à comunicação do escritório. Entrevistas e artigos podem ser compartilhados nas redes sociais, incluídos em uma área do site e apresentados a clientes e parceiros como registros da atuação do profissional como fonte de informação, sempre respeitando as regras da OAB para a publicidade jurídica.

A recorrência amplia esse efeito. Quando o nome de um advogado aparece em diferentes matérias relacionadas ao Direito Eleitoral, o público pode começar a associá-lo à especialidade.

Ao mesmo tempo, um profissional disponível, didático e cuidadoso com as informações pode voltar a ser procurado pelos próprios jornalistas quando outro fato relacionado à área surgir.

No Direito Eleitoral, essa relação ganha força porque muitas pautas têm ciclo curto. Uma decisão publicada pela manhã pode exigir um especialista para uma reportagem no mesmo dia. Ter uma assessoria acompanhando o noticiário aumenta a capacidade de identificar essas oportunidades dentro do prazo das redações.

Advogado pode conceder entrevistas segundo a OAB?


Sim. A participação eventual de advogados em entrevistas e reportagens é admitida pelas normas da OAB, desde que tenha finalidade informativa e respeite os limites éticos da profissão.

O Provimento nº 205/2021 permite expressamente o marketing jurídico, desde que seja compatível com o Estatuto da Advocacia, o Código de Ética e Disciplina e as demais regras profissionais.

A norma também estabelece que a publicidade deve ter caráter meramente informativo, observar discrição e sobriedade e não configurar captação de clientela ou mercantilização da profissão. Expressões de autoengrandecimento e comparação também são vedadas.

As entrevistas recebem tratamento específico no Código de Ética. Segundo o artigo 43, a participação eventual do advogado em programas de televisão ou rádio, entrevistas e reportagens deve buscar objetivos ilustrativos, educacionais e instrutivos, sem propósito de promoção pessoal ou profissional.

Ao esclarecer temas jurídicos de interesse geral, o profissional também deve evitar insinuações promocionais e debates sensacionalistas.

O artigo 42 acrescenta outro limite relevante ao vedar que o advogado se insinue para reportagens e declarações públicas”.

Por isso, a assessoria de imprensa jurídica precisa trabalhar com interesse jornalístico real. A proposta enviada ao jornalista deve partir de uma notícia ou informação útil ao público, e não da tentativa de criar uma reportagem publicitária sobre o profissional.

Quais pautas surgem durante as eleições?


O noticiário eleitoral abre espaço para diferentes assuntos que precisam de explicação jurídica. Entre eles estão:

Registro de candidatura e inelegibilidade;

Propaganda eleitoral e propaganda antecipada;

Crimes eleitorais;

Fake news, deepfakes e inteligência artificial;

Pesquisas eleitorais;

Financiamento de campanha;

Regras de votação e justificativa;

●Condutas vedadas;

Violência política;

Uso das redes sociais por candidatos;

E decisões da Justiça Eleitoral.

O advogado pode aparecer como fonte em reportagens e notícias, participar de entrevistas ou publicar artigos assinados.

Entrevistas e comentários costumam acompanhar acontecimentos recentes e exigem respostas rápidas. Já os artigos permitem desenvolver uma análise com mais profundidade e explicar os aspectos jurídicos de um tema em discussão.

Exemplos de participação de advogados eleitorais na mídia

A Gandini Comunicação Jurídica já intermediou entrevistas de clientes e trabalhou a publicação de artigos relacionados a eleições, Direito Eleitoral e acontecimentos do noticiário político.

Entrevistas e reportagens

SBT News: durante as eleições municipais de São Paulo em 2024, um advogado assessorado pela Gandini participou de reportagem sobre as repercussões jurídicas do caso envolvendo um laudo fraudado divulgado na disputa pela Prefeitura de São Paulo. Assista à reportagem no SBT News.

Valor Econômico: um cliente explicou as regras para justificar o voto nas eleições municipais de 2024, esclarecendo dúvidas sobre as alternativas disponíveis aos eleitores que estivessem fora de seu domicílio eleitoral. Leia a reportagem no Valor Econômico.

Folha de S.Paulo: um advogado assessorado pela agência analisou os limites jurídicos da homenagem ao presidente Lula prevista pela Acadêmicos de Niterói para o Carnaval de 2026. A reportagem discutiu em quais circunstâncias elementos do desfile poderiam caracterizar propaganda eleitoral antecipada. Leia a reportagem na Folha de S.Paulo.

UOL: clientes da Gandini também participaram de reportagens ligadas ao noticiário político e jurídico. Em fevereiro de 2025, advogados analisaram as possíveis consequências do uso de um distintivo de “agente de segurança” por um aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro. Leia a reportagem no UOL.

No mesmo mês, outro conteúdo do portal ouviu especialistas sobre a inelegibilidade de Bolsonaro e as questões jurídicas que envolviam uma eventual candidatura em 2026. Leia a reportagem sobre inelegibilidade.

Artigos publicados em jornais

Artigos assinados oferecem outro caminho para que o advogado compartilhe conhecimento com o público e desenvolva uma análise própria sobre assuntos relacionados às eleições.

Em outubro de 2024, o Diário do Grande ABC publicou um artigo de uma cliente da Gandini sobre crimes eleitorais. O texto explicou regras aplicáveis ao dia da votação e abordou temas como boca de urna, compra de votos, uso do celular na cabine e propaganda paga nas redes sociais. Leia o artigo no Diário do Grande ABC.

No Estado de Minas, um cliente da Gandini publicou um artigo sobre o crescimento da violência política e episódios ocorridos durante as eleições municipais de 2024. Leia o artigo no Estado de Minas.

Em O Tempo, outro artigo de um cliente da agência analisou a desinformação no período eleitoral, o uso de inteligência artificial e as medidas adotadas pela Justiça Eleitoral para enfrentar conteúdos manipulados. Leia o artigo em O Tempo.

Como funciona a assessoria para um advogado eleitoral?


O trabalho começa antes da entrevista. A equipe acompanha o noticiário, decisões judiciais e temas em discussão para identificar assuntos nos quais o advogado pode contribuir com uma análise técnica.

Quando surge uma oportunidade, a assessoria entra em contato com a redação, apresenta o profissional como possível fonte e facilita a interlocução com o jornalista. Também pode preparar o advogado para entrevistas, organizar comentários sobre temas recentes e elaborar artigos para serem oferecidos a jornais e portais.

Esse relacionamento com a imprensa é construído ao longo do tempo. Uma agência de marketing jurídico que mantém boa reputação entre jornalistas e oferece fontes qualificadas com frequência também pode ser procurada diretamente pelas redações.

Quando um repórter precisa, por exemplo, de um especialista em Direito Eleitoral para comentar uma decisão ou esclarecer uma regra, é comum recorrer aos assessores com quem já mantém contato e que conseguem indicar rapidamente profissionais adequados à pauta.

Esse fluxo amplia as possibilidades de participação do advogado na imprensa, porque as oportunidades não dependem apenas de pautas sugeridas pela própria assessoria. Elas também podem surgir a partir de demandas espontâneas dos jornalistas.

Esses formatos fazem parte do trabalho de assessoria de imprensa para advogados desenvolvido pela Gandini Comunicação Jurídica.

No Direito Eleitoral, a velocidade do noticiário torna essa rede de relacionamento ainda mais relevante. Algumas pautas permanecem abertas por poucas horas. Nesse intervalo, o advogado precisa estar disponível e conseguir explicar uma questão jurídica com precisão, objetividade e linguagem compreensível para quem não atua na área.

Conclusão

Durante uma eleição, o conhecimento do advogado eleitoral interessa diretamente à cobertura de assuntos que afetam candidatos, partidos e eleitores. Para a imprensa, contar com fontes qualificadas ajuda a explicar regras, interpretar decisões e delimitar as consequências jurídicas dos acontecimentos.

A assessoria de imprensa aproxima esse conhecimento das redações e identifica oportunidades compatíveis com a área de atuação do profissional. Entrevistas e artigos também geram conteúdos que podem permanecer associados ao nome do advogado e à sua especialidade depois do encerramento daquela pauta.

Precisa de ajuda?

E se você necessitar do auxílio de uma agência de comunicação especializada que atende somente advogados e escritórios de advocacia, saiba que pode contar com a Gandini Comunicação Jurídica.

Entre em contato conosco! Contamos com diversas opções de investimento, elaboramos planos personalizados e oferecemos demonstrações gratuitas.

Com atuação presencial em São Paulo (SP) e Brasília (DF) e atendimento online para todo o Brasil, oferecemos uma prestação de serviço personalizada para cada advogado e escritório.

Você pode conferir ainda dicas gratuitas de marketing jurídico no nosso perfil no Instagram e na nossa página no LinkedIn.

E se tiver interesse, leia também o nosso último guia sobre como deve ser a arte de um anúncio nas redes sociais de um escritório de advocacia.

Redes sociais
Acompanhe o nosso canal de dicas de Marketing Jurídico no WhatsApp

(11) 95732-9248

/gandini-comunicacao-juridica

@gandinicomunicacao