O que advogados podem postar nas redes sociais? [Guia 2026]
Saiba como advogados podem usar as redes sociais de forma estratégica e ética para fortalecer presença digital e se posicionar no mercado jurídico
REDES SOCIAISCÓDIGO DE ÉTICA DA OABGUIA COMPLETO
Amanda de Sordi, coordenadora da Gandini Comunicação
1/6/202616 min read


As redes sociais, dentro do universo do marketing jurídico, são hoje com certeza um dos principais meios de acesso à informação jurídica. Para advogados, isso ampliou a visibilidade profissional, mas também trouxe riscos relacionados à ética, à exposição indevida e à interpretação equivocada das regras da OAB.
Na advocacia, comunicar não é o mesmo que anunciar. O conteúdo publicado deve ter caráter informativo e educativo, sem promessas de resultado, sem indução direta à contratação e sem violação do sigilo profissional. Postagens que ultrapassam esses limites podem gerar questionamentos éticos, mesmo quando feitas sem intenção.
Este guia apresenta orientações objetivas e atualizadas para 2026 sobre o uso das redes sociais por advogados e escritórios de advocacia. O foco é explicar o que é permitido, o que é vedado e quais cuidados ajudam a construir uma presença digital responsável, compatível com o Código de Ética da OAB e com a prática profissional contemporânea.
Continue lendo e entenda melhor.
Quais regras os advogados devem seguir nas redes?
Os advogados devem usar redes sociais apenas para fins informativos, respeitando o Código de Ética e Disciplina da OAB e o Provimento 205/2021. A comunicação digital na advocacia não pode assumir caráter comercial nem funcionar como meio de captação indevida de clientela.
O marketing jurídico é a comunicação informativa da atividade advocatícia, voltada à educação do público e à divulgação institucional, sem promessa de resultado, sem comparação com outros profissionais e sem oferta direta de serviços. Esse conceito é central para avaliar qualquer postagem feita por advogados ou escritórios.
A responsabilidade pelo conteúdo publicado é integral do profissional. Isso inclui textos, vídeos, comentários, respostas em direct e interações públicas. Mesmo conteúdos aparentemente informais podem ser analisados sob a ótica ética, especialmente quando envolvem processos, clientes ou expectativas de êxito.
Limites éticos para a presença digital
A presença digital do advogado deve observar critérios objetivos. A OAB permite a divulgação de informações institucionais e conteúdos educativos, desde que não haja mercantilização da advocacia.
Na prática, a atuação ética nas redes sociais exige que o conteúdo:
tenha finalidade informativa ou educativa;
evite qualquer forma de promessa de resultado;
não utilize linguagem apelativa ou sensacionalista;
preserve o sigilo profissional;
mantenha sobriedade compatível com a advocacia.
Esses limites se aplicam tanto a postagens orgânicas quanto a conteúdos impulsionados, independentemente da plataforma utilizada.
O que a OAB proíbe nas redes sociais?
A OAB veda postagens que transformem a advocacia em atividade comercial ou exponham clientes e processos. Essas proibições estão relacionadas à proteção da dignidade da profissão e à confiança do público na atuação do advogado.
Entre as práticas vedadas nas redes sociais, destacam-se:
Prometer ou sugerir garantia de resultado em processos;
Divulgar valores de honorários, descontos ou condições de pagamento;
Utilizar frases apelativas ou linguagem de cunho mercantil;
Comentar processos em andamento com identificação das partes;
Publicar imagens, documentos ou informações que exponham clientes;
E estimular a contratação direta por meio de chamadas ou marcações.
A promessa de resultado em redes sociais é considerada infração ética, mesmo quando feita de forma indireta ou implícita. Expressões como “vitória garantida”, “causa ganha” ou “resultado certo” podem gerar sanções disciplinares.
Importância da transparência e confidencialidade
A presença nas redes sociais exige cuidado para não violar o sigilo profissional. Advogados devem garantir que dados de clientes ou processos não sejam expostos em postagens ou interações públicas. Além disso, toda informação divulgada deve ser clara, verdadeira e útil para o público, respeitando a finalidade educativa e informativa permitida pelo Código de Ética.
O que é permitido aos advogados postar nas redes sociais?
A produção de conteúdo para redes sociais é uma das formas mais seguras de advogados fortalecerem sua imagem profissional. Seguindo o marketing jurídico ético, é possível compartilhar informações relevantes sem ferir o Código de Ética. Para isso, é fundamental entender o que é permitido em postagens jurídicas.
Apresentação institucional e educativa
Advogados podem divulgar informações institucionais, como a história do escritório, sua equipe e as áreas de atuação. Essa apresentação ajuda potenciais clientes a conhecerem a estrutura e os valores do escritório, sem caracterizar captação indevida. É permitido apresentar serviços de forma descritiva, sem promessas de resultado.
Além disso, o conteúdo educativo é uma forma eficaz de engajar o público. Advogados podem publicar artigos, análises, explicações de termos jurídicos ou mudanças na legislação. Esse tipo de postagem fortalece a autoridade do profissional, posicionando-o como referência em determinada área de atuação.
Divulgar eventos e experiências com cuidado
Outro conteúdo permitido é a divulgação de eventos, palestras e cursos nos quais o escritório ou os advogados estejam envolvidos. Anunciar participações em seminários e publicações acadêmicas também é válido. No entanto, em casos de cases práticos, é essencial preservar a identidade dos clientes e manter o sigilo profissional.
Postagens que convidem à interação respeitosa são bem-vindas. Responder dúvidas gerais ou compartilhar orientações básicas reforça o relacionamento, desde que não configure consulta gratuita ou captação indevida. Transparência e limite são palavras de ordem para garantir que a comunicação cumpra a função educativa.
O que advogados devem postar em cada rede social?
Advogados e escritórios podem usar redes sociais de forma ética e estratégica, mas é importante entender que cada plataforma possui características, públicos e formatos diferentes. Adaptar o conteúdo a cada rede ajuda a alcançar os objetivos sem ferir o Código de Ética da OAB, mantendo relevância e autoridade no marketing jurídico.
LinkedIn: networking e autoridade
O LinkedIn é indicado para networking jurídico e relacionamento com empresas, profissionais e outros advogados. Os conteúdos podem ser formais e aprofundados, com foco em fortalecer a imagem profissional e compartilhar conhecimento.
O que postar no LinkedIn:
Artigos jurídicos e análises de decisões relevantes.
Notícias e comentários sobre mudanças legislativas.
Cases institucionais sem violar o sigilo.
Eventos e conquistas do escritório, como premiações e palestras.
YouTube: alcance educativo
O YouTube permite o uso de vídeos para explicar temas jurídicos ao público em geral, reforçando a autoridade do escritório. Os conteúdos devem ser claros, evitando promessas de resultado.
O que postar no YouTube:
Aulas curtas sobre temas jurídicos.
Webinars e lives com especialistas.
Entrevistas e debates sobre temas atuais.
Respostas a dúvidas frequentes, de forma educativa.
Instagram: engajamento e proximidade
No Instagram, o foco é o público geral, pequenas empresas e jovens profissionais, com conteúdo visual e dinâmico para aumentar o engajamento sem sensacionalismo.
O que postar no Instagram:
Reels e stories com dicas rápidas.
Bastidores do escritório, eventos e premiações.
Curiosidades sobre temas jurídicos.
Carrosséis explicativos e posts informativos.
TikTok: vídeos curtos e educativos
O TikTok é uma ferramenta útil para advogados que desejam atingir o público jovem com vídeos curtos e linguagem simples, sempre mantendo o tom educativo e respeitando os limites éticos.
O que postar no TikTok:
Dicas jurídicas rápidas.
Mitos e verdades sobre Direito.
Explicações sobre direitos do consumidor e trabalhistas.
Respostas a perguntas frequentes de forma leve.
Facebook: alcance e interação
O Facebook ainda possui um público diversificado e permite combinação de conteúdos informativos e institucionais, sendo útil para fortalecer a presença digital.
O que postar no Facebook:
Artigos e links de publicações do site do escritório.
Notícias e eventos do setor jurídico.
Transmissões ao vivo com temas de interesse do público.
Posts para debate respeitoso sobre temas jurídicos.
Quais erros os advogados devem evitar nas redes sociais?
Grande parte dos problemas éticos envolvendo redes sociais não decorre de má-fé, mas de falhas de comunicação e falta de critério na escolha do conteúdo. Na advocacia, erros simples podem gerar advertências, processos disciplinares e desgaste da imagem profissional.
Para evitar esses riscos, é importante distinguir o que é proibido, o que deve ser evitado por prudência e o que, embora permitido, não é estratégico para o posicionamento do escritório.
O que nunca pode postar
Veja como existem postagens que violam diretamente a ética advocatícia e podem gerar sanções disciplinares:
Divulgação de valores e promoções de honorários.
Frases como “Descontos especiais este mês” ou “Parcelamos em 10x” caracterizam mercantilização.Promessa de resultados.
Postar “Garantimos sua aposentadoria” ou “Ganhe sua causa com nosso escritório” infringe a proibição de prometer êxito.Exposição de processos ou documentos sem autorização expressa do cliente.
Mesmo com supostos dados ocultos, postar prints de sentenças ou despachos pode violar o sigilo profissional.Publicação de conversas com clientes ou prints de audiências virtuais.
Captação de clientela por meio de campanhas diretas.
Exemplo: “Marque um amigo que precisa se aposentar”.
Exemplo prático: Um escritório publicar no stories um print de sentença do PJe com a legenda “Mais uma vitória!”. Mesmo ocultando nomes, isso viola sigilo e pode gerar processo disciplinar.
O que deve ser evitado
Existem postagens que não são proibidas explicitamente, mas podem expor o escritório a críticas e manchar a reputação profissional:
Evite:
Memes ou trends descontextualizados.
Brincadeiras em temas sensíveis, como direito de família ou violência doméstica, podem soar desrespeitosas.Linguagem sensacionalista.
Frases como “INSS perde de novo” ou “Justiça humilha patrão” atraem cliques, mas comprometem a imagem profissional.Vídeos que ridicularizam partes ou colegas.
Além de antiético, demonstra falta de seriedade.Postagens vagas e superficiais.
Publicar “Saiba seus direitos” sem explicação prática não gera valor ao seguidor.Publicar decisões judiciais sem contextualização.
Isso pode causar interpretações erradas pelo público leigo.
Exemplo prático: Um advogado trabalhista posta um meme rindo de “empresas que não pagam hora extra”. Se o escritório atende empresas, isso prejudica a coerência e afasta clientes potenciais.
O que não é estratégico
Mesmo conteúdos permitidos podem ser um erro se não estiverem alinhados com o público-alvo e a estratégia do escritório. Postar para quem não é seu cliente ideal desperdiça energia e desorganiza o posicionamento digital.
Evite:
Falar para públicos que você não atende.
Um escritório que atende empresas no direito trabalhista, mas publica dicas para trabalhadores processarem empregadores, gera incoerência e perde autoridade no nicho empresarial.Falar de áreas que o escritório não atua apenas para “preencher feed”.
Isso pode gerar contatos fora do perfil, gerando desgaste e retrabalho.Frases motivacionais sem conexão com a advocacia.
Elas não atraem clientes qualificados e podem transmitir falta de foco.Uso indiscriminado de hashtags genéricas.
Como #advocacia ou #direito sem contextualização, que atraem seguidores sem relevância.
Exemplo prático: Um escritório previdenciário publica diariamente frases motivacionais sem qualquer conteúdo explicativo sobre aposentadorias ou benefícios. Isso atrai público aleatório e não contribui para construir autoridade.
Como o advogado deve decidir postar ou não?
Antes de postar, faça estas perguntas:
Este conteúdo é informativo e educativo, ou tenta vender serviços de forma disfarçada?
Promete resultado, direta ou indiretamente?
Expõe dados de clientes ou documentos processuais?
Está alinhado com a área de atuação e o público-alvo do escritório?
Reforça a autoridade e a confiança no meu trabalho?
Se houver dúvida em qualquer item, vale revisar ou descartar o post. Construir autoridade nas redes sociais é um trabalho de consistência, ética e estratégia, sempre conectado à sua atuação e à necessidade do público.
Como advogados podem medir resultados nas redes sociais?
Publicar conteúdos de valor é essencial, mas não basta postar sem analisar se sua estratégia está funcionando. Medir resultados permite identificar o que atrai o público certo, o que precisa de ajustes e o que não gera retorno. Advogados e escritórios que acompanham dados conseguem transformar as redes sociais em ferramenta real de autoridade e prospecção ética.
Antes de tudo, defina um objetivo claro: quer ser referência na área do Direito Previdenciário? Atrair clientes empresariais? Fortalecer sua presença local? O objetivo direciona os conteúdos e define quais métricas devem ser acompanhadas.
Métricas relevantes para advogados
Alcance: quantas pessoas visualizaram o conteúdo.
Engajamento: curtidas, comentários e compartilhamentos de pessoas dentro do seu público-alvo.
Cliques no link da bio ou no site do escritório.
Mensagens recebidas no direct ou inbox.
Crescimento de seguidores alinhados ao seu nicho de atuação.
Dicas práticas para medir resultados e ajustar o planejamento
Veja abaixo ainda alguns tópicos muito importantes para a execução da estratégia nas redes:
Use o Instagram Insights e o LinkedIn Analytics para identificar quais posts geram mais visualizações, comentários e compartilhamentos.
Analise o horário em que seus seguidores estão mais ativos e priorize postagens nesses períodos para aumentar o alcance.
Observe quais temas geram interações de potenciais clientes, evitando conteúdos que atraem seguidores fora do seu perfil de público.
Avalie a qualidade das mensagens recebidas. Muitos directs irrelevantes indicam a necessidade de ajustar temas e linguagem.
Teste diferentes formatos (carrosséis, vídeos curtos, lives) e acompanhe quais geram melhores resultados.
Crie séries de conteúdos para aprofundar temas de interesse do seu público, mantendo consistência.
Revise mensalmente os dados para identificar padrões e aprimorar o planejamento de postagens.
Exemplo prático:
Um escritório de direito empresarial publica conteúdos sobre contratos e planejamento tributário e identifica que esses posts geram interações de empresários locais, com perguntas específicas sobre consultoria preventiva. Ao mesmo tempo, posts genéricos sobre direitos do consumidor atraem seguidores fora do perfil desejado. Com base nos dados, o escritório decide reduzir postagens amplas e foca em séries semanais sobre temas empresariais, alinhando o conteúdo ao público estratégico.
Dicas práticas para uso das redes sociais em 2026
Em 2026, pequenas decisões na forma de comunicar fazem diferença na segurança ética e na clareza do conteúdo jurídico. As orientações abaixo ajudam a ajustar a prática diária nas redes sociais ao ambiente digital atual.
Revise conteúdos antigos com o mesmo cuidado dos novos
Em 2026, posts antigos continuam sendo analisados da mesma forma que publicações recentes. Conteúdos feitos anos atrás, quando o entendimento era mais permissivo ou confuso, ainda podem gerar questionamentos éticos.
Boa prática: revisar periodicamente o histórico do perfil e remover ou ajustar publicações que sugiram promessa de resultado, autopromoção excessiva ou exposição de casos concretos.
Trate legendas, comentários e vídeos como um único conteúdo
Não apenas o post principal é analisável. Comentários fixados, respostas públicas, legendas automáticas e falas em vídeo também integram o conteúdo avaliado.
Tudo o que aparece publicamente deve seguir o mesmo critério ético, inclusive respostas improvisadas ou interações rápidas.
Evite usar inteligência artificial sem revisão humana
Ferramentas de IA podem apoiar a produção de conteúdo, mas não substituem o dever de cuidado do advogado. O profissional continua responsável por tudo o que publica.
Use IA como apoio, nunca como publicação automática. Revise termos técnicos, evite generalizações e confirme se o texto não cria expectativas de resultado.
Pense no vídeo como aula curta, não como propaganda
Vídeos seguem sendo formato dominante, mas o erro comum é tratar o vídeo como vitrine pessoal.
Estruture vídeos como explicações breves, com começo, meio e fim. Evite frases de impacto, encenações e promessas implícitas.
Avalie a qualidade do público, não apenas o alcance
Alcance alto não significa resultado estratégico. Muitos seguidores fora do perfil ideal aumentam ruído e contatos improdutivos.
Observe se as interações vêm de pessoas compatíveis com a atuação do escritório e ajuste temas e linguagem quando necessário.
Use chamadas neutras no encerramento dos conteúdos
Chamadas diretas à contratação tendem a ser analisadas com mais rigor.
Prefira encerramentos informativos, como a indicação de que o tema gera dúvidas frequentes ou merece acompanhamento.
Boas práticas operacionais no dia a dia
Além dos ajustes de conduta, algumas práticas básicas seguem sendo fundamentais para organizar a presença digital do advogado consistentemente.
Mantenha frequência com foco em qualidade
Postar regularmente ajuda o público a lembrar do escritório, mas a frequência precisa vir acompanhada de conteúdo relevante. É melhor publicar menos vezes por semana com qualidade do que postar diariamente conteúdos rasos ou fora do nicho de atuação.
Planeje pautas alinhadas às dúvidas reais do público e revise periodicamente se esse conteúdo continua adequado ao longo do tempo.
Utilize hashtags relevantes e descrições claras
Hashtags ajudam no alcance quando usadas com critério. O uso excessivo pode reduzir a entrega do conteúdo e atrair seguidores fora do público desejado.
Boas referências de uso:
Instagram: entre 3 e 10 hashtags por post
LinkedIn: entre 3 e 5 hashtags
TikTok: de 2 a 4 hashtags
YouTube: até 15 hashtags
Facebook: uso limitado, até 3 hashtags
Combine hashtags amplas, específicas da área de atuação e uma hashtag personalizada. Nas descrições, prefira linguagem clara, objetiva e sem excesso de termos técnicos.
Responda comentários com respeito e evite debates públicos
Responder comentários demonstra atenção, mas toda resposta pública também integra o conteúdo analisável do perfil.
Evite discussões, ironias ou consultas jurídicas nos comentários. Em dúvidas mais complexas, oriente o contato por canais adequados.
Consulte as normas antes de publicar
Antes de postar, revise o conteúdo à luz do Código de Ética e Disciplina da OAB e do Provimento 205/2021, especialmente em formatos novos, vídeos ou conteúdos automatizados.
Se houver dúvida sobre o enquadramento ético, o ajuste ou a não publicação costuma ser a opção mais segura.
Invista em formatos variados com finalidade educativa
O público consome informação de diferentes formas. Utilize vídeos curtos, carrosséis explicativos, textos mais aprofundados e infográficos para facilitar a compreensão de temas jurídicos.
A diversidade de formatos deve servir à clareza do conteúdo, não à busca por engajamento a qualquer custo.
Checklist rápido antes de postar
Antes de publicar, confirme se o conteúdo:
tem finalidade informativa ou educativa;
não promete resultado, direta ou indiretamente;
não expõe clientes, processos ou documentos;
está alinhado à área de atuação do escritório;
manteria esse conteúdo publicado daqui a dois anos.
Se algum ponto gerar dúvida, o conteúdo precisa de revisão.
Revisão do Provimento 205/2021: pontos de atenção para advogados
Vale ficar ligado! Em dezembro de 2025, a OAB informou que a revisão do Provimento 205/2021, que orienta o marketing jurídico e a publicidade na advocacia, entrou em etapa final de discussão.
A proposta é atualizar pontos do texto para lidar com formatos digitais que ganharam força nos últimos anos, sem alterar a lógica central de proteção ética da atividade.
Na prática, o debate procura responder a dúvidas que se repetem no dia a dia: como enquadrar vídeos curtos, como tratar impulsionamento de conteúdo informativo e como estabelecer parâmetros para o uso de ferramentas de inteligência artificial na comunicação. Outro objetivo é diminuir diferenças de interpretação entre seccionais, que podem gerar insegurança para quem atua com presença digital contínua.
A seguir, estão os pontos que tendem a receber ajustes ou detalhamento, a partir do que vem sendo discutido publicamente.
Regras mais uniformes entre seccionais
Um dos efeitos esperados é a criação de diretrizes mais consistentes, para reduzir leituras divergentes sobre o que é permitido ou vedado. Quando cada seccional interpreta de um jeito, o advogado fica sem referência clara para planejar conteúdo e pode ser surpreendido por entendimentos locais. A tendência é reforçar critérios que sirvam para todo o país.
Separação mais objetiva entre informação e promoção
A revisão também deve tornar mais nítida a fronteira entre conteúdo educativo e postagens com apelo de autopromoção. A ideia é proteger o caráter informativo da comunicação jurídica e, ao mesmo tempo, evitar que esse espaço seja confundido com propaganda.
Em geral, o foco deve continuar em explicar temas, orientar o público e traduzir mudanças legais, sem prometer resultados, sem “chamadas” de venda e sem indução direta à contratação.
Parâmetros para vídeos e formatos curtos
Com a popularização de conteúdos em vídeo, cresce a necessidade de critérios claros sobre linguagem, tom e apresentação. A tendência é reconhecer que o formato é válido como ferramenta educativa, mas exigir cuidado com exageros, frases apelativas e estética que transforme um tema jurídico em entretenimento sensacionalista.
Impulsionamento e mídia paga com limites definidos
Outro tópico sensível é o impulsionamento. O movimento esperado é aproximar a norma do funcionamento real das plataformas, sem autorizar práticas mercantilistas.
Em outras palavras, o debate costuma girar em torno de quando um anúncio mantém caráter informativo e quando opera como captação indevida de clientela. Isso inclui atenção a segmentação, promessas implícitas e linguagem de oferta.
Uso de inteligência artificial e automação
Ferramentas de IA podem apoiar a produção e organização de conteúdo, mas não eliminam a responsabilidade profissional. A revisão tende a tratar desse ponto expressamente, reforçando que o advogado continua responsável pelo que publica, precisa revisar o material e deve evitar automatizações que gerem conteúdo impreciso, sensacionalista ou que simule atendimento jurídico individual.
O que observar enquanto a atualização não é publicada
Até que o texto atualizado seja oficialmente divulgado, vale adotar uma postura conservadora:
Revisar posts antigos que possam ser interpretados como autopromoção ou promessa;
Manter foco educativo e linguagem sóbria;
Evitar anúncios com “convite direto” à contratação;
Redobrar cuidado com automações e conteúdos gerados por IA sem revisão.
Por fim, a atualização tende a funcionar como um ajuste de clareza e padronização para o ambiente digital, mantendo a lógica de comunicação informativa e ética como referência principal.
Conclusão
Buscamos demonstrar ao longo deste guia completo como as redes sociais hoje fazem parte da rotina profissional da advocacia e influenciam diretamente como o público acessa informações jurídicas. Em 2026, o ponto principal não é a presença nesses canais, mas a capacidade de utilizá-los com critério, responsabilidade e atenção às regras éticas.
O uso adequado das redes exige decisões conscientes. Conteúdo informativo, linguagem sóbria, respeito ao sigilo profissional e coerência com a área de atuação continuam sendo os parâmetros que orientam a comunicação jurídica. Esses critérios permanecem válidos mesmo com a popularização de vídeos, novos formatos digitais e o uso de ferramentas tecnológicas no dia a dia.
A discussão sobre a revisão do Provimento 205/2021 reforça a necessidade de cautela. Enquanto ajustes e esclarecimentos são debatidos, cabe ao advogado revisar conteúdos já publicados, avaliar riscos antes de postar e considerar os efeitos de cada publicação no médio e longo prazo.
Comunicar de forma responsável é parte do exercício profissional. Quando bem conduzida, a presença digital contribui para informar a sociedade, reduzir ruídos na compreensão do Direito e preservar a credibilidade do advogado em um ambiente digital em constante transformação.
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E se tiver interesse, leia também o nosso guia completo sobre como a assessoria de imprensa para advogados evita que contratos sejam perdidos por escritórios de advocacia.
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