Regras da OAB para marketing jurídico: por onde começar?

Saiba o que diz o Código de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil e como praticar com segurança estratégias de marketing voltadas a advogados

CÓDIGO DE ÉTICA DA OABRECOMENDAÇÕES DA OABGUIA COMPLETO

Roberta Lovato, advogada e analista de marketing jurídico

7/21/20269 min read

Fachada do prédio da sede nacional da OAB
Fachada do prédio da sede nacional da OAB

Por muito tempo, a advocacia cresceu quase exclusivamente por indicação, reputação construída no atendimento e relacionamento profissional. Esses caminhos continuam importantes, mas já não são os únicos.

Hoje, antes de procurar um escritório, muitas pessoas pesquisam no Google, leem conteúdos jurídicos, analisam perfis profissionais e tentam entender melhor o problema que estão vivendo. O advogado moderno sabe disso.

Mas, ao mesmo tempo, existe um receio: até onde é possível ir sem violar as normas da OAB?

O advogado quer se posicionar, mas não quer parecer vendedor! Quer divulgar seu trabalho, mas não quer fazer captação indevida. Quer explicar sua área de atuação, mas não quer transformar o conteúdo jurídico em promessa de resultado.

Por isso, entender as regras da OAB para marketing jurídico é fundamental para quem quer construir uma presença digital profissional e coerente com a advocacia.

Sim, o marketing jurídico é permitido pela OAB. O que não é permitido é fazer publicidade com exagero, promessa, mercantilização da profissão ou abordagem incompatível com a sobriedade exigida da advocacia.

Siga a leitura para entender por onde começar.

Marketing jurídico é permitido pela OAB?

Sim. O marketing jurídico é permitido pela OAB, desde que tenha caráter informativo, educativo e institucional.

Isso significa que o advogado pode produzir conteúdo para explicar temas jurídicos, comentar mudanças legislativas, orientar o público sobre direitos e deveres, apresentar áreas de atuação e manter presença profissional na internet.

As regras da OAB para marketing jurídico não proíbem o advogado de aparecer. Elas organizam a forma como essa aparição deve acontecer.

A advocacia não pode ser divulgada como se fosse um produto comum. O serviço jurídico envolve confiança, técnica, ética e responsabilidade. Por isso, a comunicação precisa evitar promessas de êxito, linguagem apelativa, ostentação ligada à profissão e oferta agressiva de serviços.

O marketing jurídico é permitido pela OAB quando respeita essa lógica. Você não pode “vender advocacia”. Você pode informar o público e fortalecer a autoridade profissional do escritório.

Quais são as regras da OAB para publicidade na advocacia?

As regras da OAB para publicidade na advocacia partem da ideia que a publicidade deve ser sóbria, informativa e compatível com a dignidade da profissão. O advogado pode divulgar informações sobre sua atuação, mas não pode transformar a comunicação em promessa, disputa comercial ou captação irregular.

Veja abaixo como as regras da OAB para publicidade na advocacia permitem, por exemplo:

• Criar site profissional;

• Manter perfis em redes sociais;

• Publicar artigos jurídicos;

• Gravar vídeos explicativos;

• Participar de lives;

• Divulgar áreas de atuação;

• Compartilhar informações institucionais;

• Trabalhar conteúdo educativo;

• Investir em presença digital com responsabilidade.

Por outro lado, confira na lista abaixo que é restrito:

• Promessa de resultado;

• Divulgação de decisão como garantia de sucesso;

• Comparação direta com outros profissionais;

• Anúncio com tom sensacionalista;

• Oferta ostensiva de serviços;

• Uso de expressões apelativas;

• Exposição indevida de clientes ou casos;

• Conteúdo que transforme a advocacia em mercadoria.

Ou seja, as regras não impedem o marketing. Elas exigem que o marketing seja compatível com a advocacia.

O que a OAB permite no marketing jurídico?

Vamos agora mergulhar melhor nesta parte! +ara entender o que a OAB permite no marketing jurídico, pense em uma pergunta simples: Esse conteúdo informa ou tenta pressionar alguém a contratar?

Fique atento: Se o conteúdo explica, educa, esclarece e orienta, ele tende a estar mais alinhado ao marketing jurídico permitido.

Já se o conteúdo promete ganho, cria urgência artificial, explora medo ou aborda diretamente pessoas em situação de vulnerabilidade para oferecer serviço, o risco ético aumenta. O que a OAB permite no marketing jurídico é uma comunicação profissional, discreta e informativa.

Por exemplo, um advogado pode publicar um texto explicando quais documentos são necessários para um inventário. Pode gravar um vídeo sobre cuidados em contrato de compra e venda. Pode fazer um post explicando o que muda em determinada lei. Pode manter uma página sobre sua atuação em direito previdenciário, tributário, trabalhista, empresarial ou imobiliário.

O que não pode é transformar esse conteúdo em promessa de resultado.

Existe diferença entre dizer: “Entenda quais documentos costumam ser necessários para iniciar um inventário.”

E entre dizer: “Resolva seu inventário rapidamente com garantia de sucesso.”

A primeira frase informa enquanto a segunda cria promessas e apelo comercial.

O que o advogado pode postar nas redes sociais?

Muitos profissionais querem saber exatamente o que o advogado pode postar nas redes sociais. A resposta começa pelo básico: o advogado pode postar conteúdo jurídico informativo, institucional e educativo.

As redes sociais podem ser usadas para aproximar o escritório do público, explicar temas jurídicos e mostrar a forma de pensar do profissional. O cuidado está no tom.

Veja na lista abaixo como o que o advogado pode postar nas redes sociais inclui:

• Explicações sobre direitos e deveres;

• Comentários sobre mudanças na lei;

• orientações gerais sobre procedimentos;

• Bastidores institucionais com sobriedade;

• Artigos em linguagem acessível;

• Vídeos educativos;

• Respostas a perguntas frequentes;

• Conteúdos sobre áreas de atuação;

• Avisos institucionais do escritório.

Entenda: Por exemplo, um advogado de família pode publicar um conteúdo explicando a diferença entre divórcio judicial e extrajudicial. Um advogado tributarista pode explicar quando uma empresa deve revisar sua carga tributária. Um advogado previdenciarista pode falar sobre documentos úteis para aposentadoria especial.

Isso é conteúdo informativo. O cuidado está em não usar a rede social como balcão de oferta. Por isso, ao pensar no que o advogado pode postar nas redes sociais, vale usar uma regra simples: o post deve ajudar o leitor a entender um assunto, e não empurrar uma contratação.

Como fazer marketing dentro das regras da OAB?

De um modo geral, para saber como fazer marketing dentro das regras da OAB, o escritório precisa trocar improviso por método.

Não basta postar quando sobra tempo. Também não basta copiar temas de outros escritórios. O marketing precisa ter uma linha editorial clara, respeitar a linguagem da advocacia e conversar com as dúvidas reais do público.

O primeiro passo é definir a área de atuação que o escritório deseja comunicar. Depois, é preciso mapear quais perguntas o público faz sobre aquela área. Por exemplo:

• Quais documentos preciso reunir?

• Qual é o prazo?

• Quando preciso de advogado?

• O procedimento pode ser feito em cartório?

• Quais cuidados devo tomar antes de assinar?

• O que acontece se eu não resolver isso agora?

A partir dessas perguntas, o escritório pode criar artigos, posts, vídeos e páginas explicativas. Esse é um bom caminho para quem quer entender como fazer marketing dentro das regras da OAB. Claro, é importante lembrar que o conteúdo nasce da dúvida do público, mas é construído com responsabilidade técnica.

Outro ponto importante é revisar o tom da comunicação. Frases muito comerciais, chamadas agressivas e promessas de resultado devem ser evitadas. Em vez de dizer “contrate agora e resolva seu problema”, o escritório pode dizer “entenda quais cuidados devem ser observados antes de tomar uma decisão”.

Advogado pode fazer anúncio no Google?

Sim, advogado pode rodar um anúncio no Google ou nas redes sociais desde que respeite a ética da publicidade na advocacia.

Essa pergunta aparece bastante porque muitos escritórios querem ser encontrados por pessoas que pesquisam serviços jurídicos online. A questão não é apenas usar ou não usar anúncio. A questão é como esse anúncio é feito.

Um advogado pode fazer anúncio no Google para divulgar conteúdo, site, área de atuação ou página institucional, desde que a comunicação mantenha caráter informativo, sem promessa de resultado, sem captação indevida e sem linguagem mercantilizada.

Por isso, antes de anunciar, o escritório deve revisar o texto do anúncio, a página de destino, as palavras usadas e a forma como o serviço é apresentado.

O que evitar no marketing jurídico?

Focando agora nesta parte no guia, tão importante quanto saber o que pode ser feito, é entender o que deve ser evitado.

As regras da OAB para marketing jurídico exigem atenção com a forma da comunicação. Veja abaixo como algumas condutas aumentam o risco ético, como:

• Prometer resultado;

• Usar expressões de garantia;

• Divulgar valores de honorários como chamariz;

• Fazer comparação com outros advogados;

• Usar linguagem apelativa;

• Divulgar conteúdo com ostentação ligada à profissão;

• Expor cliente sem cautela;

•Transformar decisão favorável em propaganda;

• Abordar diretamente pessoas para oferecer serviço jurídico.

O advogado não precisa ter medo de se posicionar. Precisa apenas entender que existe uma diferença entre presença profissional e publicidade indevida.

Qual é o papel de uma agência de marketing para advogados?

Uma agência de marketing para advogados ajuda o escritório a transformar conhecimento jurídico em comunicação clara. Muitos advogados têm domínio técnico, mas não sabem como organizar essa técnica em conteúdo para site, blog, redes sociais e Google.

A agência de marketing para advogados pode ajudar na escolha de temas, no planejamento editorial, na produção de textos, na estruturação do site, na análise de palavras-chave e na adequação da linguagem.

Mas existe um ponto importante: marketing jurídico não pode ser tratado como marketing comum. Uma agência de marketing para advogados precisa entender as regras da OAB para publicidade na advocacia, os limites da linguagem jurídica e os cuidados necessários para não transformar a comunicação em captação indevida.

Claro, a agência não substitui o advogado na análise técnica. Ela organiza a comunicação para que o conhecimento do escritório seja encontrado, compreendido e apresentado de forma adequada.

FAQ – Perguntas frequentes sobre regras da OAB e marketing jurídico

Marketing jurídico é permitido pela OAB?

Sim. Marketing jurídico é permitido pela OAB quando tem caráter informativo, educativo e institucional, sem promessa de resultado, captação indevida ou mercantilização da advocacia.

Quais são as principais regras da OAB para marketing jurídico?

As principais regras da OAB para marketing jurídico envolvem sobriedade, informação, discrição, veracidade e respeito aos limites éticos da profissão.

Quais são as regras da OAB para publicidade na advocacia?

As regras da OAB para publicidade na advocacia permitem presença digital, produção de conteúdo e divulgação institucional, desde que não haja promessa, sensacionalismo ou oferta irregular de serviços.

O que a OAB permite no marketing jurídico?

Para entender o que a OAB permite no marketing jurídico, pense em conteúdo educativo: artigos, vídeos, posts, páginas informativas, comentários sobre temas jurídicos e comunicação institucional.

O que o advogado pode postar nas redes sociais?

Sobre o que o advogado pode postar nas redes sociais, a resposta inclui conteúdos informativos, explicações jurídicas, vídeos educativos, artigos, respostas a perguntas frequentes e publicações institucionais.

Como fazer marketing dentro das regras da OAB?

Para saber como fazer marketing dentro das regras da OAB, o escritório deve produzir conteúdo informativo, evitar promessas, revisar a linguagem e manter uma comunicação profissional.

Advogado pode fazer anúncio no Google?

Sim. Advogado pode fazer anúncio no Google, desde que o anúncio seja informativo, discreto e sem promessa de resultado ou captação indevida.

Vale a pena contratar uma agência de marketing para advogados?

Uma agência de marketing para advogados pode ajudar o escritório a planejar conteúdos, organizar canais digitais e adequar a comunicação aos limites da publicidade na advocacia.

Conclusão

Buscamos demonstrar neste guia como o advogado não precisa escolher entre aparecer na internet e respeitar a OAB. É possível fazer os dois!

As regras da OAB para marketing jurídico permitem que o escritório produza conteúdo, esteja nas redes sociais, mantenha site, publique artigos, grave vídeos e trabalhe sua presença digital com responsabilidade. E elas também não impedem a comunicação, apenas orientam o caminho para que essa comunicação seja compatível com a dignidade da profissão.

Também é importante saber o que o advogado pode postar nas redes sociais, como fazer marketing dentro das regras da OAB e quando uma ferramenta, como anúncio no Google, pode ser usada com cautela. Com planejamento, clareza e apoio técnico, uma agência de marketing para advogados pode ajudar o escritório a se posicionar melhor sem abandonar a ética.

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